Cheguei agora da União Brasileira de Escritores (UBE), de uma reunião que foi bastante produtiva sobre a antologia de contos fantásticos que eles estão promovendo. Vejo que preciso rever o que quero fazer para a antologia, se quiser de fato participar dela. Excelentes as críticas ao material que apresentei, apontando os problemas e que são muitos e já me ajudando a avaliar que conto posso ou não apresentar, representando melhor o gênero em questão.
Em particular, para mim, gostei ainda mais de uma conversa com André de Sena, já além daquela da UBE. Em suma, girou se é positivo ou não o meu atual ritmo de produção textual. Para ele, o texto literário é produto de uma alquimia. Algo que deve ser trabalhado com mais cuidado, dilapidado. Francamente, ainda não sei se concordo. Não que não poderiam tornar-se melhores, mas não me sinto estimulado, por exemplo, em me debruçar sobre um texto que escrevi faz 10 anos atrás, ou 10 meses, ou 10 dias ou mesmo, admito, 10 minutos. Para mim, tudo que escrevo é um instantâneo de um momento. E foi-se e não quero sequer rever o momento, porque já o expurguei. E não deixa também de ser um exercício. Acho que escrever é preciso, a escrita é um músculo que deve ser estimulado, flaxionado, diariamente.
Outro ponto é a "publicidade". Vamos dizer que continue escrevendo diariamente, mas devo expor o que escrevo? Ou tornar público só aquilo que melhor represente o que desejo como escritor (mesmo amador)? Apesar de muitas vezes, reservado, sou uma pessoa direta e acho que isso se reflete na minha maneira de fazer as coisas. Além do mais, aprecio a crítica construtiva que pode vir de gente que lê meus textos. Mas entendo os problemas que podem vir disso, ele citou por exemplo escritores que se arrependeram de textos iniciais que foram publicados.
Bem, tenho de pensar, mas por enquanto nada muda.